quarta-feira, 10 de junho de 2015

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina cumpre na manhã desta quarta-feira (10), em várias cidades da região Norte do Estado e em Curitiba, uma nova fase da Operação Publicano, que investiga supostos casos de corrupção em agências da Receita Estadual. Conforme fontes do Gaeco, foram solicitados 50 pedidos de prisão e busca e apreensão à Justiça.
Até às 8h20, 21 pessoas já tinham sido presas. Entre elas está Márcio de Albuquerque Lima, ex-inspetor geral de fiscalização da Receita Estadual, que é apontado pelo Ministério Público (MP-PR) como líder da quadrilha. Ele já tinha sido preso no dia 29 de abril, após passar 40 dias foragido. Lima foi solto no dia 14 de maio, após obter um habeas corpus no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). O Gaeco informou também que outro mandado de prisão é contra Luiz Abi Antoun, que é parente do governador Beto Richa (PSDB). Ele também já tinha sido preso por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude em licitações de oficinas para o conserto de carros do Estado do Paraná e respondia em liberdade. Até as 7h45 ele não tinha sido localizado pela polícia.
O delegado Alan Flore confirmou que as detenções ocorreram em cidades da região Norte do Paraná e em Curitiba. O delegado acrescentou que os envolvidos são auditores fiscais da Receita Estadual, empresários e contadores.
OPERAÇÃO PUBLICANO - Deflagrada em 20 de março pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Operação Publicano descobriu um esquema de sonegação de impostos e de cobrança de propina dentro da Receita Estadual de Londrina, no norte do Paraná. As investigações começaram em junho de 2014 e revelaram, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), que um grupo de auditores fiscais cobrava propina de empresários para não aplicarem multas.
Para dar legitimidade ao esquema, os mesmos auditores e outros empresários abriam empresas em nomes de "laranjas" para emitir notas fiscais. Ainda de acordo com o MP-PR, pelo menos 13 empresas participaram do esquema criminoso ou foram abordadas pelos agentes públicos responsáveis pelas solicitações de propina.
DENÚNCIAS ACEITAS - A Justiça aceitou as denúncias feitas pelo Ministério Público contra 62 pessoas acusadas no caso, entre eles 15 auditores fiscais da Receita Estadual. Também foram denunciados 15 empresários, 14 pessoas consideradas pelo MP como “laranjas” no esquema, 11 contadores, três auxiliares administrativos, dois funcionários públicos, um policial civil e um administrador de empresas. O MP-PR denunciou o grupo por corrupção passiva, formação de organização criminosa, falso testemunho, falsidade ideológica e outros fatos criminosos.
Com informações do G1