terça-feira, 9 de junho de 2015

Em assembleia, professores encerram a greve da categoria

Em assembleia, professores encerram a greve da categoria
Em assembleia, professores encerram a greve da categoria
Por maioria, docentes decidiram encerrar a segunda fase da greve da categoria em 2015, que já durava 45 dias; aulas voltam na quarta-feira (10), diz sindicato
A proposta de reajuste consiste em o estado pagar 3,45% de aumento (referente à inflação de maio a dezembro de 2014) em uma única parcela, em outubro deste ano. A inflação referente a 2015 será zerada em janeiro de 2016. As perdas inflacionárias de 2016 devem ser pagas em janeiro de 2017 – quando os servidores também ganham um adicional de 1%. A proposta prevê
ainda a reposição da inflação de janeiro a abril de 2017 em 1.º de maio daquele ano – quando a data-base do funcionalismo estadual voltaria a ser em maio.
Sem consenso
Apesar da decisão pelo fim da greve, a categoria se mostrou dividida durante a assembleia desta manhã. Enquanto eram feitos os posicionamentos - seis a favor do fim da paralisação e seis contra - eram ouvidos gritos das arquibancadas de “a greve continua”. No contraponto, haviam também gritos de “eu tô na luta”, o bordão que estampa camisetas e adesivos confeccionados pela APP-Sindicato.
Por fim, a maioria decidiu acatar a recomendação do comando estadual da greve pelo término da paralisação e continuidade de um “calendário intenso de luta no nosso dia a dia”.
Em seu discurso na assembleia antes da votação, o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, destacou as conquistas dos professores durante a mobilização. Ele ressaltou que professores e professoras “botaram pra correr um poderoso delegado da Polícia Federal”, em uma referência ao pedido de demissão do deputado federal Fernando Francischini do cargo de secretário da Segurança do Paraná.
O sindicalista também criticou o governador Beto Richa (PSDB) e suas declarações após a batalha do Centro Cívico, quando mais de 200 manifestantes contrários à reforma da previdência estadual ficaram feridos pela violenta repressão da Polícia Militar (PM). “Primeiro fez aquele discurso piegas, sobre o quanto ele estava ferido. Na semana seguinte, disse que nós queríamos um cadáver naquele dia”,